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Leishmania protege Lutzomyia e vira entomo-probiótico

Equipe internacional de cientistas brasileiros e britânicos descobre que o parasita Leishmania protege seu hospedeiro flebotomíneo Lutzomyia contra a bactéria entomopatogênica Serratia. Os resultados estão gerando muita polêmica e curiosidade na mídia nacional e internacional.

Leishmania protege Lutzomyia e vira entomo-probiótico

Leishmania protege a Lutzomyia. Disenho: Hector Diaz-Albiter 2014

Na agricultura, bactérias causadoras de doenças em insetos (as chamadas bactérias entomopatogênicas) são utilizadas com frequência para a eliminação de pragas. Diferentemente dos inseticidas químicos, elas atuam de forma mais direcionada, agindo apenas contra determinadas espécies, e não representam risco para a saúde das pessoas. Por estes mesmos motivos, a estratégia é considerada uma possível arma também para o combate a insetos transmissores de doenças. No entanto, um estudo divulgado na revista científica ‘Parasites and Vectors’, sugere que essa abordagem pode ser contraindicada para enfrentar a leishmaniose. A pesquisa aponta que a presença do parasito Leishmania, causador da enfermidade, pode proteger os insetos transmissores da doença contra uma infecção bacteriana potencialmente letal. Os resultados, que pela primeira vez constataram que a infecção pela Leishmania pode ser vantajosa para o inseto, foram obtidos por cientistas das universidades de Lancaster e Liverpool, na Inglaterra, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e do Piauí (UFPI). “Nossa descoberta reforça a necessidade de cautela no desenvolvimento de estratégias de controle do vetor da leishmaniose. Ao utilizar uma bactéria para combater os insetos, pode-se favorecer aqueles que carregam o parasito. Assim, mesmo que o total de vetores diminua, o percentual de infectados vai crescer, aumentando a chance de disseminação da doença”, afirma o pesquisador Fernando Genta, do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC/Fiocruz e um dos autores do artigo. (Texto Maíra Menezes: Imagens: Gutemberg Brito, Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)


Fer y Hector

 

Autores do estudo, os pesquisadores Fernando Genta e Hector Diaz-Albiter dizem que descobrir um papel protetor 

da Leishmania para os insetos foi uma surpresa

 

Além do Parasites and Vectors, os resultados da pesquisa foram publicados em diferentes jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais, como The New York Times, The Scientist, Estado de Minas, FIOCRUZ e outros. 

http://www.nytimes.com/2014/08/26/science/clues-in-a-disease-spreaders-reaction.html?_r=1

http://www.the-scientist.com/?articles.view/articleNo/40550/title/Are-Leishmania-Protecting-their-Sand-Fly-Hosts-/

http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2014/08/06/interna_tecnologia,555617/parasita-da-leishmaniose-deixa-mosquito-mais-forte.shtml#

http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2146&sid=32

http://blogs.biomedcentral.com/bugbitten/2014/07/25/clash-of-the-pathogens-human-pathogen-protects-its-sand-fly-host-from-an-insect-pathogen/

http://medicalxpress.com/news/2014-07-human-parasite-leishmania-probiotic.html

http://www.southernfriedscience.com/?p=17465#comment-60670

 

 


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